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- мЄĿﮎﭑaηdё

É sempre amor, mesmo que acabe
Com ele aonde quer que esteja
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que é amor
Para conversar
Nunca é muito tarde pra ligar
Ele pensa nela
Ela tem saudade
Mesmo sem ter esquecido que
"É sempre amor, mesmo que acabe
É sempre amor, mesmo que mude
É sempre amor, mesmo que alguém esqueça o que passou"
( http://www.bideoubalde.com.br/index2.php?txtAlbum=3)- Clique em mesmo que mude.
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04:17 - 10/03/2007
- мЄĿﮎﭑaηdё

- Solidão, o silêncio das estrelas, a ilusão
Eu pensei que tinha o mundo em minhas mãos
Como um deus e amanheço mortal
E assim, repetindo os mesmos erros, dói em mim
Ver que toda essa procura não tem fim
E o que é que eu procuro afinal?
Um sinal, uma porta pro infinito, o irreal
O que não pode ser dito, afinal
Ser um homem em busca de mais
como estrelas que brilham em paz
(Lenine)
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02:05 - 10/03/2007
- мЄĿﮎﭑaηdё

- Faltam palavras
Para o que não devia.
Nada traduz,
Nada reduz.
Dor por um triz
Tudo é fado
Tudo é fato
Aquilo que não dizes
Estampado em sons
De canções que não cantas
Por um triz
Tudo é fato
Tudo é fado.
-
01:56 - 10/03/2007
- мЄĿﮎﭑaηdё

- Dos pecados
vários me foram doados
Pecados inteiros
Pecados aos pedaços
Pecados visíveis
Pecados impalpáveis
Pecados irrecusáveis
Coatio peccatum nostrum
Pecados inconfessáveis
- de si, imperdoáveis
Pecado de falta
Pecado de culpa
Pecado de ser
Crímen peccáre státum
-
18:15 - 25/02/2007
- мЄĿﮎﭑaηdё

- Mar de morros
Vista adelante
Meu coração
Se perde
coração apunhalado
aberto
visível
conspurcável
Mis ojos non miran mas
Mis ojos cerran
Mis ojos lloran
La sangre que exaurese
no hay quien quiera
estancarla
o a los ojos descerrar
-
18:13 - 25/02/2007
- мЄĿﮎﭑaηdё

- "Fecundação"
Gilka Machado
"Teus olhos me olham
longamente,
imperiosamente...
de dentro deles teu amor me espia.
Teus olhos me olham numa tortura
de alma que quer ser corpo,
de criação que anseia ser criatura
Tua mão contém a minha
de momento a momento:
é uma ave aflita
meu pensamento
na tua mão.
Nada me dizes,
porém entra-me a carne a pesuasão
de que teus dedos criam raízes
na minha mão.
Teu olhar abre os braços,
de longe,
à forma inquieta de meu ser;
abre os braços e enlaça-me toda a alma.
Tem teu mórbido olhar
penetrações supremas
e sinto, por senti-lo, tal prazer,
há nos meus poros tal palpitação,
que me vem a ilusão
de que se vai abrir
todo meu corpo
em poemas."
(in Sublimação, 1928)
-
13:43 - 15/02/2007
- мЄĿﮎﭑaηdё

- ________________________________________Das coisas indizíveis
Pés descalços
grama orvalhada
cheiro do infinito
invadindo
todo ar
e a mente
amada
todos os sentidos
no frio
das manhãs do ceu azul
de maio
mãos aquecem
alma e sentido
tempo e existir
Passos em corridas
risos da criança
junto
em brincadeira
de querer melhor
em teus braços
Pés descaços
grama orvalhada
cheiro de mato
amansa o medo
Coração
é sempre
e o mar
caminho.
-
13:29 - 15/02/2007
- мЄĿﮎﭑaηdё

- Hoje o poema não foi palavra.
Fixado nas entranhas é
matéria de todo reflexo
O poema de hoje
foi o poema de sempre
e o sempre
é o desde.
Desde sempre
meu poema,
este também
é teu e por ti.
-
22:42 - 10/02/2007
- мЄĿﮎﭑaηdё

- Ainda
não sei
limite
ainda não
dúvida
silêncio
não há
palavra
tudo
que sinto
silencias
-
06:03 - 26/01/2007
- мЄĿﮎﭑaηdё

- Hoje
não sei se são vagas
as lembranças da costa
a península é incerta
como é incerto
o amanhã
-
06:01 - 26/01/2007
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